Pagar contas sem enfrentar filas nos bancos... escrever um carta com uma letra bem desenhada... conversar com parentes distantes... reecontrar velhos amigos... olhar e compartilhar imagens e lembranças... descobrir uma receita saborosa... fazer uma parceria num jogo de canastra... aprender sobre alguma coisa...
Quem não gostaria de fazer tudo isso e muito mais sem precisar sair de casa?
Estas e outras atividades podem estar ao nosso alcance de uma forma muito prática através do uso de recursos tecnológicos, mais precisamente do computador e da internet. Na postagem anterior, falamos sobre a inclusão digital e agora desenvolvemos este assunto enfatizando a terceira idade, digo, a melhor idade.
De acordo com pesquisas recentes, há um grande aumento no número de idosos usuários da internet, mas apesar de atrair a atenção dos idosos, muitos desistem de investir em utilizar o computador por acreditarem não ser capazes de aprender coisas novas e por encontrarem muitas barreiras no mundo digital.
Pensando em Inclusão Digital para a Melhor Idade, precisamos repensar: - Paciência no ensino: o tempo de resposta aos estímulos é um pouco mais lento - Acessibilidade: mouse e teclados são utensílios que precisam ser dominados e a tela precisa mostrar conteúdos inovadores e atrativos (cores, tamanho da fonte e imagens) - Memória: para não esquecer, é melhor anotar tudo - Identidade virtual: é necessário haver uma referência digital, como a criação de uma conta de e-mail - Interatividade: com a máquina, com as informações disponíveis, com pessoas e com o mundo
Abaixo, assista um vídeo sobre um curso de inclusão digital para a terceira idade ligado à Universidade de São Paulo (USP).
Gostaria de saber mais sobre o assunto? Veja a lista de links na coluna à direita e confira a Dissertação de Mestrado em Educação de Denise Goulart no Programa de Pós-Graduação da PUCRS, disponível aqui.
As tecnologias da informação e da comunicação (TIC) são os ramos que mais tiveram avanços significativos nos últimos tempos e estas inovações tecnológicas se implantaram de forma absoluta no cotidiano dos cidadãos do mundo todo. Para acompanhar este mundo digital e informatizado, tornou-se altamente necessário conhecer e utilizar efetivamente as ferramentas que são utilizadas, principalmente o computador. Assim, fala-se em Inclusão Digital.
Inclusão digital não é somente oferecer computadores a baixo custo ou ampliar o número de telecentros*, mas sim oportunizar que as pessoas tenham acesso à informação e a recursos e serviços com mais qualidade, agilidade e segurança. Além de melhorar a qualificação para o mercado de trabalho, ampliar as relações através das redes sociais, fomentar interesses, a inclusão digital também deve encontrar meios de explorar as potencialidades de cada um e do grupo em que estão inseridos.
“Em termos concretos, incluir digitalmente não é apenas ‘alfabetizar’ a pessoa em informática, mas também melhorar os quadros sociais a partir do manuseio dos computadores. (...) É preciso ensiná–las a utilizá–lo em benefício próprio e coletivo.” REBÊLO, Paulo. Inclusão digital: o que é e a quem se destina? Disponível aqui
“Para ser incluído digitalmente, não basta ter acesso a micros conectados à Internet. Também é preciso estar preparado para usar estas máquinas, não somente com capacitação em informática, mas com uma preparação educacional que permita usufruir de seus recursos de maneira plena. As tecnologias da informação e da comunicação precisam se tornar ferramentas que contribuam para o desenvolvimento social, intelectual, econômico e político do cidadão.” WINKLER, Leandro. Acesso a inclusão digital. Disponível aqui
Assista o vídeo abaixo em que Fernando Almeida, doutor em filosofia da PUC de São Paulo, responde à pergunta 'Ter computador é suficiente para a inclusão digital?' proposta pelo Jornal de Debates.
* Telecentro é um ambiente voltado para a oferta de cursos e treinamentos presenciais e à distância, informações, serviços e oportunidades de negócios visando o fortalecimento das condições de competitividade da microempresa e da empresa de pequeno porte e o estímulo à criação de novos empreendimentos. Fonte: Telecentros de Informações e Negócios